por: Julio Sousa
Foto: Canva
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A dúvida sobre o que fazer com as ações BBAS3 surge de um paradoxo: o resultado do Banco do Brasil foi "horroroso", mas as ações subiram logo depois, confundindo o investidor. A queda recente reacende o debate.
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O resultado foi, de fato, muito ruim. O lucro despencou 60% em relação ao ano anterior, e a rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) atingiu o menor nível desde a crise de 2016, ficando muito atrás dos bancos privados.
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Os culpados por essa queda foram três: uma nova regra contábil que exigiu mais provisões, o aumento da inadimplência (principalmente no agronegócio) e a compressão da margem financeira devido aos juros altos.
O grande ponto de atenção é que a inadimplência no agronegócio, antes um ponto forte do banco, pode piorar. A concorrência aumentou, e as garantias dos empréstimos do BB são menos sólidas que as dos seus pares privados.
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A alta das ações após o resultado ruim tem uma explicação perigosa. Enquanto os grandes fundos de investimento venderam suas posições, o número de investidores pessoa física comprando as ações aumentou drasticamente.
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Este é um padrão clássico de "pegar a faca caindo". Investidores menos experientes compram a ação só porque o preço caiu, ignorando a deterioração dos fundamentos, o que pode ser uma armadilha de valor ("value trap").
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Então, qual a decisão? Manter ou comprar é arriscado. O cenário indica que os problemas podem durar mais que o esperado. A melhor estratégia é pensar no custo de oportunidade: existem outros bancos com resultados melhores e menos riscos.