por: Julio Sousa
Foto: Canva
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A caderneta de poupança acaba de registrar uma movimentação histórica em fevereiro de 2026. Bilhões de reais deixaram as contas dos brasileiros em apenas 28 dias. Mas qual foi o tamanho real desse "rombo" financeiro?
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Segundo dados oficiais divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (6), o volume de saques superou drasticamente o de depósitos. Foram R$ 354,7 bilhões em retiradas contra R$ 331,2 bilhões em novos aportes no período.
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Esse cenário não é isolado. Em janeiro, o mercado já havia testemunhado uma fuga ainda maior, superior a R$ 23 bilhões. O movimento reflete uma mudança profunda no comportamento do investidor brasileiro no início de ano.
Especialistas apontam dois motivos principais: a necessidade das famílias de cobrir despesas sazonais (como IPVA e IPTU) e a busca por investimentos que rendam mais que a poupança em um cenário de juros elevados.
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Com a taxa Selic em patamares altos (15% ao ano), a rentabilidade da poupança, limitada a 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), torna-se menos atrativa comparada a outros títulos de renda fixa e Tesouro Direto.
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Mesmo com a saída líquida bilionária, o estoque total da poupança no Brasil ainda é massivo, atingindo o patamar de R$ 1,005 trilhão. Mas resta a pergunta: qual foi o valor exato que saiu da caderneta em fevereiro?
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O Banco Central confirmou: a saída líquida foi de R$ 6,616 bilhões em fevereiro de 2026. O dado acende um alerta sobre a migração de capital para ativos mais rentáveis e a pressão inflacionária no bolso das famílias.