por: Julio Sousa
Foto: Canva
O debate sobre os riscos do Drex e a proteção da privacidade é crucial. Embora o Pix tenha trazido agilidade, o Drex, o Real Digital, pode representar um nível de controle e vigilância financeira sem precedentes.
O Drex é uma CBDC, ou Moeda Digital de Banco Central. Diferente do Pix, que é um sistema de pagamento, o Drex é o próprio dinheiro, emitido e controlado pelo governo, o que levanta sérias questões sobre liberdade.
O maior risco está em um futuro modelo de "varejo", onde o governo poderia rastrear cada centavo, bloquear contas, proibir certos tipos de gastos e até impor um prazo de validade para o seu dinheiro.
Por enquanto, o Banco Central afirma que o Drex será um modelo de "atacado", usado apenas entre os bancos para registrar garantias. No curto prazo, ele será praticamente invisível para o cidadão comum.
No entanto, como o projeto já sofreu várias mudanças, nada impede que ele evolua para o modelo de varejo no futuro. A tecnologia permitirá um controle que hoje parece ficção científica.
Para se proteger de uma possível vigilância totalitária, existem três saídas legais: ter Bitcoin com auto-custódia, usar stablecoins (criptodólares) ou manter parte do seu patrimônio em contas e ativos fora do Brasil.
Em resumo, o risco do Drex não é o que ele é hoje, mas o que ele pode se tornar amanhã. A única forma de proteger sua privacidade e liberdade é não depender de uma única moeda ou governo, diversificando seu patrimônio.