por: Julio Sousa
Foto: Canva
A dúvida sobre o que considerar antes de investir em dólar é crucial. O primeiro passo é entender que, além do ativo em si, você está adicionando uma segunda camada de risco à sua carteira: a volatilidade do câmbio.
O primeiro fator a ser analisado é o seu perfil de investidor. O dólar é um ativo que sobe e desce com força, por isso, é mais indicado para perfis arrojados, que têm estômago para lidar com essa volatilidade.
O segundo ponto fundamental é o horizonte de tempo. Investimentos atrelados ao dólar não são para o curto prazo. É preciso ter um horizonte de tempo longo para que os resultados se consolidem e superem as oscilações.
Sua estratégia também é importante. Você está buscando proteção (hedge) para a sua carteira ou especulação? Ter clareza sobre o objetivo do investimento em dólar ajuda a definir o percentual ideal a ser alocado.
É preciso entender os fatores que movimentam o câmbio. A taxa de juros no Brasil e nos EUA, o cenário político interno e o apetite global por risco são alguns dos elementos que influenciam diretamente a cotação do dólar.
Considere também a forma de investir. Você pode comprar a moeda em espécie, investir em fundos cambiais, ETFs, BDRs ou diretamente em ativos no exterior. Cada modalidade tem custos e riscos diferentes.
Então, o que considerar? Avalie seu perfil de risco, tenha um horizonte de longo prazo e entenda que o câmbio é volátil. O dólar é uma excelente ferramenta de diversificação, mas exige paciência e estratégia.