por: Julio Sousa
Foto: Canva
A isenção de IR em CRIs, CRAs e debêntures incentivadas virou uma febre. Com o fim do benefício se aproximando, investidores pessoa física correm para garantir esses títulos, mas ignoram os riscos por trás da alta rentabilidade.
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O primeiro e mais importante alerta é: esses investimentos não têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Se a empresa emissora do título quebrar, você pode perder todo o seu dinheiro.
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O risco de crédito é real e complexo. Analisar a saúde financeira de uma empresa e a qualidade das garantias de um CRI ou CRA exige um conhecimento técnico que a maioria dos investidores pessoa física não possui.
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O caso recente da securitizadora Virgo, acusada de uso indevido de R$ 216 milhões, é um exemplo prático dos riscos de governança e da falta de transparência que podem existir nesse mercado.
Outro ponto de atenção é a liquidez. Muitos compram esses títulos pensando em vender com lucro no futuro, mas o mercado secundário pode não ter compradores, ou o preço pode estar desfavorável, gerando prejuízo.
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A corrida para garantir a isenção de IR antes do fim do ano está levando muitos a investirem sem a devida análise, focando apenas no benefício fiscal e na alta taxa, o que é uma combinação perigosa.
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Em resumo, a isenção de IR é um atrativo, mas não elimina os riscos de crédito, liquidez e governança. O alerta é claro: não invista em algo que você não entende completamente apenas pela promessa de não pagar imposto.
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